Chikungunya: Fisioterapia auxilia no combate às dores causadas pela doença

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Chikungunya: Fisioterapia auxilia no combate às dores causadas pela doença

No primeiro semestre deste ano, a Paraíba registrou 15.871 casos referentes à chikungunya, conforme boletim epidemiológico publicado pela  Secretaria Estadual de Saúde. Muitos  pacientes se queixam da permanência das dores articulares, após a fase aguda da doença.  Uma alternativa para aliviar os quadros dolorosos nas fases da enfermidade é a fisioterapia.

Com base no guia de manejo clínico, recomendado pelo Ministério da Saúde, a fisioterapeuta Welika Silva, do Grupo Hapvida HDI de Campina Grande (PB),  ressalta que o tratamento deve ser considerado desde a fase aguda da chikungunya. No entanto, nas etapas em que a dor e o edema começam a regredir, podem-se recomendar exercícios ativos, até o limite da tolerância do paciente.

“O Ministério da Saúde orienta adicionar exercícios isométricos mais vigorosos utilizando os princípios de proteção articular e conservação de energia. Os objetivos são restabelecer a mobilidade articular e a força muscular e evitar a progressão ou instalação de deformidades. É importante orientar o paciente sobre o posicionamento adequado para realização desses exercícios, de modo a favorecer a proteção articular e o retorno venoso”, explica.

A fisioterapeuta ainda sugere a realização de movimentação ativa das articulações acometidas ao acordar, cinco vezes ao longo do dia e antes de dormir. É necessário evitar atividades que sobrecarregam as articulações, atividades repetidas, carregar peso e deambular longas distâncias

Segundo Welika, o retorno das atividades diárias deve ser gradativo, respeitando o limite da dor e a sobrecarga articular. Ela ainda orienta exercícios e atividades com movimentação ativa e de aumento gradual para deslizamento tendinoso, alinhamento das articulações e diminuição da sobrecarga articular.

“Também é importante a realização de alongamentos diários. Manter a utilização das compressas frias com a mesma frequência da fase aguda. Em situações especiais pode-se utilizar calor”, conclui a especialista

 

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