Greves afetaram funcionamento de órgãos e serviços em 2015 na Paraíba

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Durante o ano de 2015, paralisações e greves de servidores de várias categorias alteraram o funcionamento de órgãos e serviços em toda a Paraíba. A maioria das mobilizações tinham o objetivo de reivindicar reajustes salariais e melhores condições de serviços. Confira as principais greves que aconteceram este ano no estado.

Remarcações de perícias foram feitas na manhã desta quinta na agência do Parque Solon Lucena (Foto: André Resende/G1)Greve dos peritos médicos completou 115 dias
no dia 28 de dezembro  (Foto: André Resende/G1)

Peritos médicos
Uma das greves que começaram em 2015 é a dos médicos peritos do INSS, que na Paraíba começou no dia 4 de setembro e completou 119 dias nesta sexta-feira (1º). O reagendamento das perícias médicas tem causado transtornos à população paraibana.

A categoria reivindica uma reposição salarial de 27,5%, a incorporação das gratificações aos salários, a redução da carga horária de 40 para 30 horas semanais, a redução de 16 para 10 categorias na carreira, a extinção de um curso para chegar à última categoria e também melhores condições de trabalho.

Bancários
Os bancários da Paraíba realizaram uma greve entre os dias 6 e 27 de outubro de 2015. O movimento grevista nacional dos bancários reinvindicava um reajuste salarial de 16%, que abrangia a reposição da inflação e um ganho real de 5,7%. Durante as assembleias, os trabalhadores dos bancos privados, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil aceitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 10% de reajuste salarial e 14% de aumento no vale refeição e na cesta alimentação. O fim da greve foi uma orientação do comando nacional de greve, acatado pelos trabalhadores presentes nas assembleias realizadas pelos sindicatos locais.

Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passaram 75 dias em greve em todo o estado este ano. O atendimento ao público voltou ao normal no dia 30 de setembro, após a mobilização terminar. Cerca de três mil pessoas ficaram sem atendimento durante a greve.

Servidores judiciários
Com apenas seis dias de duração, os servidores do Poder Judiciário também entraram em greve este ano. A paralisação começou no dia 10 de novembro e os serviços voltaram ao normal no dia 16, três dias depois da emissão de uma liminar do Estado contra as organizações que mobilizaram a greve.

Correios
Outra greve curta registrada em 2015 na Paraíba foi a dos servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A categoria paralisou os serviços no dia 16 de setembro e as atividades voltaram ao normal no dia 28 do mesmo mês. A categoria aceitou, durante uma assembleia, a proposta elaborada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) após ouvir os trabalhadores.

Professores da UEPB realizaram assembleia nesta quinta-feira (19) (Foto: Gustavo Xavier/G1)Professores da UEPB também entraram em greve em 2015 na Paraíba (Foto: Gustavo Xavier/G1)

Instituições de ensino
Durante o ano de 2015, greves de servidores e professores de instituições públicas de ensino afetaram as aulas de milhares de estudantes em todo o estado. Ao longo do ano, foram registradas greves no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), além dos professores do Estado e das cidades de João Pessoa e Cabedelo.

Professores em assembleia realizada na Reitoria da UFPB, em João Pessoa (Foto: Renata Ferreira/ADUFPB)Professores em assembleia realizada na Reitoria
da UFPB, em João Pessoa
(Foto: Renata Ferreira/ADUFPB)

A greve dos servidores técnico-administrativos da UEPB foi a mais longa. A greve começou no dia 12 de março e após mais de sete meses de paralisação, as atividades foram retomadas no dia 3 de novembro. A greve dos docentes da mesma instituição começou no dia 19 de junho, e durou cinco meses. As aulas voltaram em todos os campi da UEPB no dia 23 de novembro. A greve foi marcada pela ocupação da reitoria da universidade por parte dos professores, entre os dias 26 de outubro e 6 de novembro.

Também entraram em greve este ano os professores e servidores da UFPB. As duas greves tiveram início no dia 28 de maio e, após 132 dias de negociação, terminaram no dia 6 de outubro. As aulas e atividades foram retomadas no dia 13 do mesmo mês. A pauta da paralisação foi a campanha salarial, em conjunto com os demais servidores públicos federais do Poder Executivo, e questões de caráter mais específico, predominantemente relativas a benefícios, verbas, carreira e condições de trabalho.

Professores realizam manifestação em Campina Grande (Foto: Gustavo Xavier/G1)Professores realizam manifestação em
Campina Grande (Foto: Gustavo Xavier/G1)

No mesmo dia que iniciou a greve dos servidores e professores da UFPB, também entraram em greve os servidores da UFCG, em conjunto com os professores do campus de Patos da instituição. Os professores dos demais campi entraram em greve no dia 25 de junho. Após negociações, parte dos servidores encerrou a greve no dia 23 de setembro e o restante terminou a greve no dia 8 de outubro. As aulas na instituição voltaram ao normal no dia 19 de outubro, após o encerramento da greve dos professores.

Outra instituição federal de ensino que entrou em greve no estado foi o IFPB. A paralisação começou em parte dos campi no dia 22 de junho, sendo seguida pelo restante dos campi no dia 14 de julho. No dia 13 de outubro, as aulas voltaram ao normal na maioria dos campi. As aulas no restante dos campi voltaram ao normal no dia 19 de outubro.

Professores da Rede Municipal de João Pessoa, decidiram por unanimidade manter a greve durante assembleia realizada na terde desta terça-feira (7) (Foto: Walter Paparazzo/G1)Professores da Rede Municipal de João Pessoa
também entraram em greve este ano
(Foto: Walter Paparazzo/G1)

Outras greves que afetaram a educação na Paraíba em 2015 foram a dos professores do Governo do Estado e dos municípios de João Pessoa e Cabedelo. A greve da rede estadual começou no dia 1º de abril e terminou no dia 30 do mesmo mês, após a Justiça decretar a ilegalidade da mobilização.

Os professores de João Pessoa entraram em greve no dia 16 de março e o movimento durou pouco menos de um mês, se encerrando no dia 14 de abril após duas decisões judiciais considerarem o movimento ilegal. A greve dos professores de Cabedelo também foi decretada ilegal pela Justiça e os professores, que estavam paralisados desde março, voltaram às aulas no dia 10 de abril.

Mais greves
Em 2015, também foram registradas greves dos servidores do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) na Paraíba, dos Guardas Civis de João Pessoa, além dos servidores das secretarias de saúde de Campina Grande e Santa Rita.

Fonte: G1

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