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Servidores públicos de Pernambuco são identificados entre os suspeitos de fraudar concurso da UFPB

Delegado Fábio Maia de Faria concedeu entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (Foto: Walla Santos)

Por Redação

Pelo menos três dos quatro presos neste domingo (07) fraudando o concurso público da UFPB são servidores públicos, de acordo com o que foi levantado pela Polícia Federal. Gerson Augustinho é condutor do Samu em Pernambuco; Luís Paulo Gomes é servidor federal ligado ao IBGE também em Pernambuco; Davison Aguiar pertence aos quadros da UFPE; e Anderson Rodrigo seria auxiliar de escritório em uma firma.

Em entrevista coletiva feita na manhã desta segunda-feira (08), o delegado Fábio Maia de Faria, detalhou que foram presos três suspeitos durante a manhã em Rio Tinto e outro suspeito à tarde em João Pessoa.

A Polícia Federal continua as investigações para identificar outros suspeitos de fraudar o concurso público da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

A suspeita inicial é de que todos os quatro presos sejam integrantes da mesma quadrilha. “Os equipamentos que usaram eram diferentes, mas não foi descartada a possibilidade que seriam da mesma quadrilha”, ressaltou o delegado.

Segundo detalhou o delegado, seis duplas de policiais estavam espalhadas em vários locais de prova para monitorar a ação dos suspeitos. Cada dupla de policiais era responsável por um suspeito. “Além destas pessoas que foram abordadas na manhã e na tarde, outras pessoas também foram abordadas, mas não foram encontrados equipamentos”.

Com os suspeitos foram encontrados materiais não permitidos durante a prova, como SmartWatches, além de receptores e pontos eletrônicos. O homem que foi preso em João Pessoa durante a tarde, foi flagrado com uma cinta afixada no corpo portando um receptor. O objeto estava disfarçado como um simulacro de cartão de crédito e seria o receptor dos sinais. Além disso, ele também estaria com um ponto eletrônico na orelha esquerda.

Rio Tinto

Durante a manhã, os policiais monitoravam a princípio um homem no Campus IV da UFPB, em Rio Tinto. No entanto, o indivíduo apareceu acompanhado por mais dois homens, que foram para a mesma sala de aula do primeiro suspeito.

De acordo com o delegado Fábio Maia de Faria, “os policiais verificaram que estavam com um comportamento estranho. Pareciam estar imóveis apenas segurando a cabeça e aguardando alguma coisa”. Os suspeitos também saíram várias vezes ao banheiro e demoravam muito no local. As idas ao banheiro estavam servindo como um subterfúgio aos suspeitos, de acordo com a investigação policial, para conseguir acesso às respostas da prova.

Depois do fim da aplicação da prova, os três suspeitos foram abordados pelos policiais federais. Um deles saiu correndo após a abordagem e precisou ser detido por um vigilante da unidade de ensino. Alguns ainda chegaram a tentar destruir as provas jogando os materiais ilícitos na caixa de descarga do banheiro. No entanto, o material foi encontrado.

João Pessoa

Já em João Pessoa, o quarto preso foi detido no Colégio Decisão, em Mangabeira. O homem foi detido antes mesmo de começar a prova. Um dos fiscais do certame identificaram, a partir do aparelho detector de metais, que Anderson Rodrigo estava com uma cinta afixada ao corpo. Nesta cinta estava o receptor dos sinais, disfarçado de um simulacro de cartão de crédito. O ponto eletrônico foi encontrado na orelha esquerda do candidato. Ele foi preso em flagrante e autuado por tentativa de fraude de concurso público.

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