Paraibano de Cachoeira dos Índios narra como saiu do Irã durante ataques: “Pensava que ia morrer”

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O professor de jiu-jitsu Willian Salvino estava dormindo em um hotel e acordou com o barulho das explosões e com a estrutura do prédio balançando

Por Luis Fernando Mifô

04/03/2026 às 15h54 • atualizado em 04/03/2026 às 16h01

Com exclusividade no programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário do Sertão, o paraibano Willian Salvino narrou a sua fuga de Teerã poucas horas depois do primeiro bombardeio executado pelos Estados Unidos e Israel na capital iraniana, no sábado (28). Willian é professor de jiu-jitsu e estava treinando a seleção do Irã.

Ele estava dormindo em um hotel e acordou com o barulho das explosões e com a estrutura do prédio balançando. “Quando teve o intervalo para o segundo ataque, eu pensei: vou morrer. Era só isso que eu pensava no primeiro instante. Eu não sabia para onde correr, não tinha abrigo nesse momento”, relata o paraibano.

Willian Salvino nasceu em Cachoeira dos Índios, no Sertão da Paraíba, mas se mudou para São Paulo aos 13 anos de idade para morar com a mãe, que atualmente está residindo no Paraná. Ele é casado, proprietário de uma academia de jiu-jitsu e já conquistou três títulos mundiais da modalidade.

04/03/2026 às 15h54 • atualizado em 04/03/2026 às 16h01

Com exclusividade

Na primeira noite dos ataques, Willian só conseguiu deixar Teerã de carro após 8 horas, graças à ajuda do intérprete da seleção iraniana. Seu destino foi a Turquia, onde embarcou em um voo comercial direto para São Paulo.

Ele conta que só conseguiu contato com a embaixada brasileira no Irã uma vez, por telefone, mas que não recebeu nenhuma ajuda, apenas orientação para deixar o país.

“Não teve suporte nenhum da embaixada brasileira. Ontem mesmo o Itamaraty colocou uma nota no Instagram, que nenhum brasileiro procurou ajuda. Eu procurei, sim, pelo Felipe Flores, que é um dos responsáveis pela embaixada do Brasil no Irã, e a única informação que ele me deu é que eu precisava ou ir para o Irã ou ir para a Armenia. E ainda existem 200 brasileiros localizados em Teerã que estão se escondendo em abrigos de estacionamentos subterrâneos”, revela.

Na primeira noite dos ataques, Willian só conseguiu deixar Teerã de carro após 8 horas, graças à ajuda do intérprete da seleção iraniana. Seu destino foi a Turquia, onde embarcou em um voo comercial direto para São Paulo.

Ele conta que só conseguiu contato com a embaixada brasileira no Irã uma vez, por telefone, mas que não recebeu nenhuma ajuda, apenas orientação para deixar o país.

“Não teve suporte nenhum da embaixada brasileira. Ontem mesmo o Itamaraty colocou uma nota no Instagram, que nenhum brasileiro procurou ajuda. Eu procurei, sim, pelo Felipe Flores, que é um dos responsáveis pela embaixada do Brasil no Irã, e a única informação que ele me deu é que eu precisava ou ir para o Irã ou ir para a Armenia. E ainda existem 200 brasileiros localizados em Teerã que estão se escondendo em abrigos de estacionamentos subterrâneos”, revela.

a.

ENTREVISTA COMPLETA COM WILLIAN SALVINO

FONTE DIÁRIO DO SERTÃO

 

 

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