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Equipe aconselha Bolsonaro a acelerar escolha de porta-voz

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O presidente Jair Bolsonaro ao ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) em reunião ministérial; Onyx corrigiu informação do presidente sobre aumento de IOF na primeira semana de governo — Foto: Rafael Carvalho/Presidência da República

O presidente Jair Bolsonaro ao ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) em reunião ministérial; Onyx corrigiu informação do presidente sobre aumento de IOF na primeira semana de governo — Foto: Rafael Carvalho/Presidência da República

A equipe do presidente Jair Bolsonaro aconselhou, nos últimos dias, que ele acelere a nomeação de um porta-voz e a reestruturação da Secretaria de Comunicação da Presidência da República para evitar a repetição do que ocorreu nas duas primeiras semanas de governo, quando houve recuos e idas e vindas da parte do próprio chefe.

Auxiliares do presidente destacam que esses desencontros são normais em início de governo e que Bolsonaro fez questão de corrigir pessoalmente os problemas ou orientou sua equipe a fazê-lo. Um assessor direto lembrou que recuar e mudar de opinião não podem ser vistos como defeitos, mas sim como virtudes de quem analisa melhor uma situação e se posiciona diante dela.

Assessores de Bolsonaro avaliam, porém, que o ideal é que o presidente tenha um porta-voz o mais rápido possível, para manifestar algumas posições oficiais do governo e servir de anteparo ao presidente da República. E que a Secretaria de Comunicação comece a fazer encontros diários com Bolsonaro para discutir a agenda do dia e os temas que estão mais em destaque no país.

A expectativa dentro do Planalto, contudo, é que a terceira semana de governo seja mais positiva que as anteriores. Não que o governo tenha um balanço negativo dos primeiros dias, mas acredita que terá fatos concretos para apresentar a partir de agora atendendo às expectativas da população com a eleição de Bolsonaro.

Na lista está o decreto que vai flexibilizar a posse de arma, que está programado para ser assinado nesta semana. Foi uma promessa de campanha feita pelo presidente. Também deve ser editada medida provisória para combater irregularidades na concessão de benefícios previdenciários, que pode gerar uma economia de R$ 17 bilhões a R$ 20 bilhões.

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