Pronunciamento estava marcado para 13h (no horário de Brasília). Organização do evento chegou a montar mesa com placas com os nomes de Bolsonaro, Moro, Guedes e Araújo.
Por G1, GloboNews e Jornal Hoje — Brasília
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Placas com os nomes do presidente Jair Bolsonaro e dos ministros são retiradas da sala onde haveria o pronunciamento da delegação brasileira em Davos — Foto: Reprodução/GloboNews
O presidente Jair Bolsonaro e ministros cancelaram um pronunciamento que fariam nesta quarta-feira (23) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
O evento estava marcado para 13h (horário de Brasília). De acordo com a organização do Fórum, seria uma entrevista coletiva, mas o governo brasileiro tratava como um pronunciamento.
A organização do Fórum chegou a preparar uma sala com quatro lugares reservados para autoridades brasileiras. Havia quatro placas, com os nomes de Bolsonaro e dos ministros Sérgio Moro (Justiça), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Paulo Guedes (Economia). As placas foram retiradas às 13h17, quando foi confirmado que nem o presidente nem os ministros falariam.

Momento em que as placas com os nomes de Bolsonaro e dos ministros foram retiradas da mesa
Segundo o colunista do G1 e da GloboNews Valdo Cruz, assessores do presidente argumentaram que ele precisa se poupar fisicamente, devido ao fato de ter uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia marcada para segunda-feira (28).

Assessores de Bolsonaro dizem que ele irá operar na próxima segunda (28) e deve se poupar
Agenda
Mais cedo, Bolsonaro participou de eventos e reuniões em Davos. Ele esteve em um almoço chamado “O Futuro do Brasil”, com outros participantes do Fórum. Também se reuniu com o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, e depois com o presidente da Suíça, Ueli Maurer.
Ainda nesta quarta, a agenda de Bolsonaro prevê a participação em um debate sobre a situação da Venezuela, um encontro com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e um jantar com chefes de Estado.
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Bolsonaro se reuniu em Davos com o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte — Foto: Alan Santos/PR

