Um motorista por aplicativo foi preso suspeito de estuprar uma estudante universitária de 18 anos após uma corrida realizada no bairro dos Bancários, em João Pessoa. O caso aconteceu na noite de terça-feira (2) e a prisão foi efetuada após uma ação conjunta das polícias Civil e Militar.
De acordo com as investigações, a jovem havia solicitado uma corrida para retornar para casa após sair da faculdade. Segundo o relato prestado à polícia, ao chegar ao destino, o motorista teria impedido que ela deixasse o veículo, travando as portas e seguindo para uma área pouco movimentada da região.
Ainda conforme a denúncia, o suspeito obrigou a vítima a ir para o banco traseiro do carro, onde teria cometido a violência sexual. Após o crime, ele teria ameaçado a estudante, afirmando que sabia onde ela morava e que ela deveria permanecer em silêncio.
Mesmo abalada e com receio das ameaças, a jovem procurou atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Bancários devido a sangramentos provocados pela agressão. Durante o atendimento, ela relatou o ocorrido à equipe de saúde, que acionou as autoridades policiais.
O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de João Pessoa. Segundo a Polícia Civil, assim que tomou conhecimento da ocorrência, foram adotados os protocolos previstos na Lei Minuto Seguinte, incluindo acolhimento especializado, realização de exames periciais e medidas de prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis e gravidez decorrente da violência.

Com base nas informações fornecidas pela vítima e na análise de imagens de câmeras de segurança, equipes das polícias Civil e Militar iniciaram diligências para localizar o suspeito. O motorista foi encontrado e preso em flagrante.
Após a prisão, ele foi encaminhado para a Cidade da Polícia Civil, onde teve o auto de prisão em flagrante formalizado. O investigado permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia.
Para preservar a identidade da vítima e garantir o andamento das investigações, a Polícia Civil não divulgou os nomes dos envolvidos.

