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“Botafogo é o único prejudicado”, diz Gleide sobre o cancelamento da final

Técnica Botafogo jpO Botafogo-PB fez a sua parte no Campeonato Paraibano de Futebol Feminino. Somou mais pontos que Kashima, Santa Cruz de Santa Rita e Santos de Tereré na primeira fase e se credenciou para fazer a final. Uma vez classificado, viu a grande decisão ser adiada de 20 de dezembro para esse domingo por conta da troca de acusações entre Santa-PB e Kashima sobre irregularidades de atletas. Pendência essa que a técnica do Belo, Gleide Costa, define como “lenga-lenga”. E quando ela viu a final de ontem ser cancelada no intervalo por força de uma ação cautelar movida pelo clube de Santa Rita, a sensação que teve foi apenas uma: o Botafogo-PB é o único prejudicado nessa história toda.

“O Botafogo e o futebol feminino”, ela completa. Gleide Costa – que também é gerente do departamento de futebol feminino do Belo – definiu como “absurdo” o que aconteceu nesse domingo, no Almeidão. O Botafogo-PB vencia o Kashima por 4 a 0, na final, quando o árbitro Renan Roberto apitou o fim do primeiro tempo. E a partida não continuou. O diretor técnico da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Antônio Carlos Baza, decidiu acatar a determinação da justiça comum e a partida foi cancelada. O Belo estava conquistando o título e agora não se sabe o que vai acontecer como desfecho para a competição, que começou em 2015.

– A gente acha um absurdo. A gente se prepara… O Botafogo é o único prejudicado no meio desse lenga-lenga das ações dos clubes e veio essa decisão da justiça comum. Eu acho que o Santa Cruz deveria ter entrado na justiça desportiva, mas eu não tenho capacidade de dizer se está correto ou não – comentou Gleide.

Na fase de classificação – disputada por apenas quatro clubes -, o Botafogo-PB ficou em primeiro, o Kashima em segundo, o Santa Cruz-PB em terceiro, e o Santos-PB em último. Assim, Belo e Kashima estavam classificados para a final. Mas o Tricolor de Santa Rita acusou o adversário de ter escalado jogadores de forma irregular. O Kashima devolveu a acusação. E a final foi adiada. E só foi remarcada depois que os departamentos técnico e jurídico da FPF analisaram a documentação dos dois clubes, entenderam que estava tudo em ordem e que Botafogo-PB e Kashima podiam, enfim, decidir o título nesse domingo.

Mas a diretoria do Santa Cruz-PB não ficou satisfeita, recorreu à justiça comum e conseguiu uma ação cautelar na 14ª Vara Cível de João Pessoa, determinando o cancelamento da final. Indignada com a situação, Gleide se preocupa agora com os prejuízos financeiros que o Botafogo-PB vem tendo enquanto a competição se arrasta sem um desfecho. E garante que o clube vai tomar as providências para não ser prejudicado.

– O que a gente quer saber é quem vai ressarcir os nossos custos. A gente tem despesa com cada jogo desse. E a gente vai procurar nossa assessoria jurídica para entrar no meio disso tudo aí, até porque a gente vinha muito calado porque a gente quer favorecer o futebol feminino e a gente vai ser de novo mais um motivo de página de jornais de forma equivocada. Isso é muito ruim, muito triste para a gente – finalizou.

De acordo com Gleide, o Botafogo-PB vai seguir treinando normalmente, para estar preparado quando a final for remarcada. E ela pretende definir o quanto antes – em acordo com a diretoria do Belo – que medidas serão tomadas para isentar o clube de quaisquer prejuízos.

Fonte: Globo Esporte PB

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