quinta-feira, junho 13, 2024
No menu items!
Google search engine
InícioBrasilDesigualdade no Brasil atinge maior nível desde 2012, afirma IBGE

Desigualdade no Brasil atinge maior nível desde 2012, afirma IBGE

Indicador que mede distribuição, concentração e desigualdade econômica subiu de 0,501 para 0,509 na passagem de 2017 para 2018

 A- A+
1% dos brasileiros recebe 33 vezes mais do que metade da população mais pobre

1% dos brasileiros recebe 33 vezes mais do que metade da população mais pobre

Hélvio Romero/Estadão Conteúdo – 30/11/2006

O nível de desigualdade no Brasil atingiu no ano passado o maior patamar desde 2012, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (16), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), o índice de Gini de rendimento médio mensal recebido a partir do trabalho foi de 0,509 em 2018

O resultado negativo, alcançado durante o governo do ex-presidente Michel Temer, é o maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

Leia mais: Quase 25% das famílias vive com menos de 2 salários mínimos

Criado pelo matemático italiano Conrado Gini, o indicador mede distribuição, concentração e desigualdade econômica em determinado grupo. Ele varia de 0 (perfeita igualdade) a 1 (máxima concentração e desigualdade).

O levantamento de 2018 mostra ainda o maior aumento da desigualdade no Brasil em um único ano. Em 2017, o índice de Gini de rendimento era de 0,501, mesmo patamar registrado no ano anterior.

Entre 2012 e 2015, o indicador apresentou tendência de queda, passando de 0,508 para 0,494. Nos anos seguintes, no entanto, o medidor da desigualdade voltou a subir até atingir a máxima histórica no ano passado.

O resultado ocorre em um momento em que o salário médio mensal de 1% dos brasileiros (R$ 27.744) é 33,8 vezes superior aos R$ 820 recebidos pela metade da população nacional.

Em 2018, os 10% da população com os menores rendimentos detinham 0,8% da massa salarial brasileira, enquanto que os 10% com os maiores rendimentos concentravam 43,1%.

Regiões

Na análise por localidades, as regiões Sul (0,448) e Centro-Oeste (0,486) apresentaram os menores índices. No Nordeste, Gini alcançou 0,520.

De 2017 para 2018, o indicador subiu no Norte, Sudeste e Sul, enquanto no Nordeste e Centro-Oeste houve retração. De 2015 a 2018, a trajetória de aumento do índice foi mais acentuada no Norte (de 0,490 para 0,517) e no Sudeste (de 0,483 para 0,508).

Renda da mulher cresce mais que a do homem, mas ainda segue menor

72% dos gastos familiares vão para alimentação, habitação e transporte

Apesar da queda da desigualdade, de 0,531 para 0,520, o Nordeste ainda segue como a região com a maior concentração de renda no Brasil. Na sequência, aparecem as regiões Norte e Sudeste, onde o indicador registra 0,517 e 0,508, respectivamente.

Arte/ R7

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -
Google search engine
Google search engine

Most Popular

Recent Comments