Cotações
USD -- · EUR -- · GBP -- · ARS -- · BTC -- · ETH -- · OURO --
🔴 AO VIVO
Após sofrer acidente, Romero Rodrigues suspende agenda de compromissos - Detran-PB prorroga prazo para renovação da Carteira de Habilitação - Mais de 50 pessoas foram presas com auxílio de reconhecimento facial por IA no São João 2026 de Campina Grande

Ameaça de nova greve dos caminhoneiros deve testar poder de negociação de Bolsonaro

2 min de leitura · 427 palavras
Ameaça de nova greve dos caminhoneiros deve testar poder de negociação de Bolsonaro

A capacidade de mobilização dos caminhoneiros para a paralisação marcada para sexta-feira colocará à prova o poder de negociação do governo Bolsonaro. A categoria negocia ações por grupos de WhatsApp e promete parar em diversas regiões do país. Neste momento, porém, não são tão fortes quanto o movimento que sacudiu a gestão Temer em maio de 2018.

 

“Se a paralisação acontecer, o impacto político dependerá da dimensão. Supondo algo semelhante a maio de 2018, este vai ser o primeiro grande teste do governo fora do Congresso”, opina Thiago Vidal, analista político da Prospectiva.  “Este governo não tem como característica a negociação. Há dúvida se conseguiria conversar com movimentos sociais.”

 

Cientista político da UnB, Lúcio Rennó concorda: “Se tiver a dimensão do que ocorreu com Temer, pode ter implicações muito graves para este governo, que se mostra pouco preparado e pouco organizado para adentrar em processos difíceis de negociação”.

 

Caminhoneiros reivindicam, principalmente, o cumprimento do piso mínimo no preço de frete e uma mudança no regime de reajuste do diesel, de diário para mensal.

 

Uma das principais lideranças do movimento de 2018, Wallace Ladim, o Chorão — já se reuniu com o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e com a diretoria da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) para tratar do tema —, é contrário ao movimento atual. Ele acredita que haverá paralisações pontuais, mas que a mobilização não será nacional. “Há insatisfação da categoria. Isso é fato. Por outro lado, nunca tivemos acesso ao governo, e agora, temos”, pondera. A União Nacional dos Caminhoneiros e a Associação Brasileira dos Caminhoneiros também se manifestaram contra.

 

Líder do grupo mineiro Caminhoneiro Brasileiro, Olívio Henrique Souza acredita que a adesão será maior até sexta-feira. “Durante a campanha, Jair Bolsonaro disse saber dos problemas da categoria. Não estamos pegando o governo de calça curta. Ele chegou a fazer postagens dizendo que se anteciparia a qualquer crise e daria uma resposta para a categoria, o que não está fazendo”, argumenta.

 

O Ministério da Infraestrutura informou que ouviu lideranças do setor na última sexta-feira. “O ministério apresentou uma minuta de programa (…) com foco em seis eixos: comunicação, regulação, social, desburocratização, fomento e cooperativismo. (…) O programa trará uma melhora ao setor rodoviário de cargas e aos profissionais que atuam no segmento”, diz.

Fale conosco