
A Diocese de Campina Grande anunciou nesta quarta-feira (15) o afastamento do diácono Antônio Lisboa Leitão de Souza de todas as atividades da Igreja Católica. A decisão foi tomada um dia após a publicação, no Diário Oficial da União, da demissão do docente da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em decorrência de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apurou denúncias de assédio sexual e assédio moral contra estudantes.
Em nota oficial, a Diocese informou que tomou conhecimento da decisão do Ministério da Educação (MEC), bem como da repercussão do caso na imprensa e nas redes sociais. Segundo a instituição, foram adotadas as medidas previstas no direito canônico.
“Conforme as normas canônicas, o Diácono Antônio Lisboa Leitão de Souza foi afastado de todas as atividades da Igreja e suspenso do exercício do ministério, para apuração dos fatos e investigação”, diz o comunicado.
Na terça-feira (14), o MEC publicou a decisão que aplicou a pena de demissão ao professor, acolhendo as conclusões da comissão responsável pelo Processo Administrativo Disciplinar. O ato administrativo concluiu pela responsabilização do servidor por condutas enquadradas na Lei nº 8.112/1990, no âmbito das investigações sobre denúncias de assédio sexual e assédio moral contra estudantes da UFCG.
O conteúdo integral do PAD permanece sob sigilo, e a decisão publicada no Diário Oficial da União não detalha os fatos investigados.
Ao se manifestar sobre o caso, a Diocese de Campina Grande afirmou que a suspensão do diácono tem caráter cautelar, enquanto os fatos são apurados na esfera eclesiástica.
“A Igreja Diocesana de Campina Grande reitera seu papel na sociedade em defesa da verdade e da justiça, conforme o ordenamento jurídico brasileiro, cumprindo sua missão de anunciar o Evangelho de Jesus Cristo”, conclui a nota.
Até a publicação desta reportagem, Antônio Lisboa Leitão de Souza não havia se pronunciado sobre a decisão da Diocese. O espaço permanece aberto para eventual manifestação do diácono ou de sua defesa.