
Na semana em que se celebra o Dia da Trabalhadora e do Trabalhador Rural e da Agricultura Camponesa, comemorado em 25 de julho, o MST na Paraíba realizou a ocupação da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em João Pessoa. A ação teve início nessa terça-feira (22).
O objetivo da ocupação é denunciar a grave situação camponesa na Paraíba. Mais de 3 mil famílias vivem em 31 acampamentos, sob lonas pretas. Muitas delas, estão na situação há mais de duas décadas.
As pautas apresentadas ao Incra incluem:
- Vistoria das terras ocupadas pelas famílias acampadas;
- Desapropriação de áreas improdutivas para criação de novos assentamentos;
- Liberação de créditos e políticas de fomento à produção, com desburocratização dos processos;
- Regularização das famílias acampadas, com acesso pleno às políticas públicas.
A principal demanda do Movimento é a desapropriação de terras, mas também a garantia de crédito, moradia, educação, assistência técnica e condições dignas para viver e produzir no campo.
Como afirma Paulo Sérgio, dirigente do MST na Paraíba, o “objetivo dessa jornada é a obtenção de terra para resolver o problema dos acampamentos”. “Tem acampamento aqui na Paraíba com mais de 20 anos debaixo de lona —, a questão dos créditos de moradia e incentivo à produção, recurso do Pronera para nós termos condições de capacitar os filhos dos assentados e assentadas em áreas que tenham a ver com nossa luta, e também essa questão do recurso Proterra Sol”, explica.
A ação faz parte da Semana Camponesa, mobilização nacional que neste ano tem como lema: “Para o Brasil alimentar, Reforma Agrária Popular!”, com objetivo de denunciar a paralisia na política agrária e pressionar o Governo Federal a avançar no assentamento das famílias acampadas em todo o país.
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