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Senado aprova inclusão do nome de Ulysses Guimarães no Livro dos Heróis da Pátria

2 min de leitura · 439 palavras

O nome de

Ulysses Guimarães (1916-1992), ex-presidente da Assembleia Nacional Constituinte, será incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A proposta consta do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 39/2018, aprovado em Plenário nesta quarta-feira (27). De iniciativa do Ministério da Cultura, a proposta vai à sanção presidencial.

Colega de Ulysses na Assembleia Constituinte, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que Ulysses Guimarães foi o “grande líder da Constituição Cidadã”

— Essa Constituição cidadã foi o grande pacto que o país fez naquele momento tão importante da história. Ulysses Guimarães estará sempre na nossa memória. Me lembro que ele dizia, no exercício da Presidência: ‘Srs. Constituintes, não há acordo, vamos a voto’. E assim votamos e construímos a Constituição.

Liberdades civis

Ulysses Guimarães elegeu-se pela primeira vez deputado federal por São Paulo em 1951, conseguindo depois 10 reeleições sucessivas, exercendo mandatos até sua morte, em 1992. Em sua trajetória política, destacou-se no combate à ditadura militar e na luta em defesa das liberdades civis e políticas. Foi uma das principais vozes na campanha das Diretas Já, que em 1984 levou milhões de cidadãos às ruas pelo fim do regime e pelas eleições diretas para presidente da República. Ulysses é apontado como um dos responsáveis pela transição pacífica para a democracia, em 1985.

Reeleito deputado pelo PMDB de São Paulo em 1986, Ulysses foi o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, instalada em 1987. No ano seguinte, a veio à luz a Constituição de 1988, a Constituição Cidadã, fruto de ampla participação da sociedade. O político morreu no dia 12 de outubro de 1992, aos 76 anos, devido à queda do helicóptero em que viajava no mar de Paraty (RJ). Também estavam no helicóptero o ex-deputado Severo Gomes e as esposas dos dois políticos. De todos, o corpo de Ulysses foi o único que jamais foi encontrado.

Na mensagem do Ministério da Cultura que encaminhou o projeto ao Congresso, a pasta destacou a participação de Ulysses na Assembleia Nacional Constituinte, que resultou num texto marcado por “avanço dos direitos sociais e pela garantia dos direitos individuais”. Ulysses “foi um político honesto, marcado pela retidão e pela firmeza de propósitos, austeridade e caráter”, conclui o documento do ministério.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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