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Maranhão diz que reconhece direito de o PSB romper com o PMDB

O PMDB paraibano segue firme com o propósito de disputar a chapa majoritária nas principais cidades do Estado, inclusive João Pessoa, mesmo que isso acarrete em um racha com o grupo capitaneado pelo governador Ricardo Coutinho. Tanto é que, durante entrevista, o senador José Maranhão, presidente do PMDB paraibano, deixou as portas abertas para que o PSB rompa a aliança firmada em 2014.

“Nenhuma ameaça naquilo que pode competir a mim vai ter efeito, na base de dizer, se o PMDB tiver candidato rompeu com o seu aliado. Eu não estou rompendo com ninguém, mas reconheço que o meu parceiro tem o direito de romper comigo, agora não é essa ameaça que vai me tirar de um propósito, que é um propósito legitimo, de disputar uma eleição. Mesmo os partidos pequenos, aonde pode apresentar candidato apresenta, imagina o PMDB”, disse.

Para Maranhão, se o PMDB tiver com candidatos na maioria dos municípios paraibanos, naturalmente estará mais forte para fortalecer o próprio esquema de aliança a que pertence.

“O bom parceiro é aquele que se sente feliz quando sabe que seu companheiro obteve êxito em uma campanha. Eu não acredito, por exemplo, que o simples fato de um partido da expressão do PMDB, seguindo os ditames da sua própria organização, apresentar candidatos, mesmo que sejam apresentados nos 223 da Paraíba, fosse motivo para frustrar uma tendência de um líder do PMDB ser apoiado por outros parceiros a Governador do Estado na eleição estadual vindoura”, asseverou.

O PMDB, conforme Maranhão, tem uma democracia interna, não podendo frustrar, apenas por imposição, os projetos políticos de seus membros

“O PMDB tem essa preocupação com a pratica democrática internamente. Manoel Junior não é candidato porque eu tenha imposto essa candidatura, ele é porque esta dentro do seu projeto politico e o partido a que ele pertence não poderia se opor jamais, porque se a gente se opuser aos projetos de cada companheiro termina só”, avaliou.

Indagado se havia conversado com o governador Ricardo Coutinho nos últimos tempos, Maranhão disse que não tinha nenhum assunto urgente para tirar o governador do Estado de suas atribuições, principalmente agora, em um momento de crise em que o Estado procura adotar medias para manter a máquina funcionando.

Fonte: PB Agora

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